7.10.08
Cabeça
Cabeça a mil. Depois da estréia, tudo em ebulição. A gente não sabe muito bem pra que lado seguir. Muitas possibilidades.
O Anjo fez linda estréia. No segundo dia, mais de duzentas pessoas. A platéia aplaudiu de pé. De tarde, antes da apresentação, fizemos correções, que tornaram a cena mais bacana. Mesmo assim, como espetáculo, gostei mais do de quinta. Tem quem gostou mais de sábado. Bem… eu sou mesmo o ranzinza do diretor.
Na sessão, tivemos que abrir o segundo andar, pois a platéia de baixo lotou. Meus filhos, mais uma vez, compareceram e adoraram. O Pedro já quase decorou a Canção do Apocalipse.
Gui e Daiani, na produção, foram maravilhosos e fizeram com que tudo corresse muito bem, sem atritos. O pessoal do CCJ, da faxineira aos técnicos, do público tradicional da casa a seus colaboradores artísticos, todos foram perfeitos. Não canso de agradecer.
Agora, queremos festivais, viagens, depois uma temporada, Brasil, exterior. Levar as idéias e os conflitos de Walter Benjamin e do Anjo pelo mundo - já que esses conflitos e idéias são universais.
Aliás, uma das coisas que mais nos deixa felizes é que a peça "chegou" mesmo. Não ficou "difícil", "esotérica", para "iniciados" em história, filosofia, literatura. Embora tenha muita história, filosofia e literatura.
Nos divertimos. Cometemos alguns erros. Estamos orgulhosos, sim, dos acertos. Já estamos fazendo balanço de tudo.
Agradeço a todos os meus alunos, colegas e amigos. Aos familiares. À constelação que veio de todos os cantos. Ao Cacá Rosset.
Agradeço às doces mensagens da Dina, ao selo, que muito me honra, aos e-mails carinhosos de todos.
Duas idéias da peça, da cabecinha do senhor Brecht, guiarão nosso novo momento: 1. A alegria é uma construção. 2. Quem é alegre sempre encontra uma saída.
Alegria, pois.
Bjs
Celso


criado por ciadaobesidade
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