Crônicas de Celso Cruz

Um blog dedicado a textos, crônicas e poesias de Celso Cruz.

5.4.08

Elevadores

 

Conheci o Dill  (segundo, da esquerda pra direita) tem mais de 15 anos. Ele apareceu lá no antigo TUSP da Cojuba, Itaim, pra assitir minha primeira peça, BIDI - Cenas da Vida do Pobre B.B.. Depois me convidou pra dirigir seu grupo de teatro, em Vila São José, o Boca de Cena. Ele era um pirralho, no máximo 20 anos. Estamos juntos até hoje.

 

O Marcão (o terceiro) quem me apresentou foi a Keiko, quando eu trabalhava na Abril. Queria fazer uma peça solo. Queria fazer o Werther, de Goethe. Estamos juntos há quase 10 anos. Com Werthers, Licurgos, Gorilas, filhos crescendo e muitos palcos do mundo.

 

O Gui eu conheci tem uns 5 anos, lá no Teatro X. Ele foi fazer Bando de Maria, texto meu, direção do Paulo Fabiano. Aí fizemos umas leituras, o carinha botou a maior fé no meu texto. Fizemos Sexo Oral, a peça. De lá pra cá, não nos largamos. Gordas, Comendo Ovos, Irmandade…

 

Los 4 amigos, neste ano, já juntaram forças no espetáculo A Irmandade. Impacto no Festival de Curitiba. Breve em São Paulo!

 

Também estarão presentes em O Anjo da História, estréia em Outubro no Centro de Cultura Judaica, em São Paulo. Há detalhes aqui neste blog, em posts passados, basta uma busca. E vídeos bem legais de apresentação do projeto no You Tube - e no blog da Cia da Obesidade, soasgordassaofelizes.zip.net.  O que está esperando pra clicar?

 

Nas fotos, espremidinhos num elevador do hotel Parati, no epicentro de Curitiba. Subindo. Para as altíssimas vertigens da arte.

 

 

criado por ciadaobesidade    23:39 — Arquivado em: Sem categoria

O Poema

 

(Sugiro a leitura dos dois posts anteriores, Pensar o Poema e Agenor faz 50 - Viva Cazuza, para viajar nas dobras do poema.)

 

Como quem faz janta pra família.
Como quem põe os filhos pra dormir.
Como quem prepara uma aula.
Como quem assiste.
Como quem descobre um amor.
Como quem caminha absorto,
cantando uma canção do Cazuza.
Como quem coleciona palavras
recortadas de antigas revistas
e as cola num caderno sem pauta
com grude branco vagabundo.
Como que organiza fotografias
em porta-retratos da sala.
Como quem guarda brinquedos.
Como quem os espalha.
Como quem toma sorvete.
Como quem joga bola.
Como quem alinhava miçangas
com paciência de preso chinês.
Como quem entra num palco.
Como quem medita num templo.
Como quem chora num beco.
Como quem trepa na escada.
Como quem tenta de novo.
Como quem não tem saída.
Como quem não ousa esquecer.
Como quem esquece.
Como quem não larga o osso.
Como quem fareja o lixo.
Como quem cava escombros
nas Pompéias dos sonhos.
Como quem salta na lava
dos Vesúvios da vida.
Como quem recebe encomenda.
Como quem faz porque gosta.

Como quem não tem mais nada
no meio da madrugada.

Fazer o poema.

criado por ciadaobesidade    0:43 — Arquivado em: Sem categoria

Pensar o Poema

“Que lindo….seu poema. tem como vc fazer um pra mim.” 

                                                            Mônica, leitora, comentando post sobre o Cazuza.

Quando comecei a fazer este blog não sabia bem pra quem escrever.

Quer dizer, algumas certezas eu tinha: eu escrevia pro Guilherme, que é o responsável pelo Blog acontecer, é dele a sugestão, ele abriu o blog e, até bem pouco tempo, era ele quem postava os textos que eu enviava por e-mail.

O guilherme é um grande amigo e parceiro de teatro. Sempre lê, comenta, dá dicas, incentiva.

Depois do Gui, esperava que meus outros companheiros da Cia. Da Obesidade passavem de vez em quando por aqui. Coisa que, ainda bem, acontece.

Aí, meu próximo grande leitor, e sinto a maior honra disso, é o meu irmão, que lá de terras portuguesas monitora o blog, deixa recados, colabora com textos, palpita. Muitos textos daqui são diálogos cifrados (ou mais ou menos cifrados) com ele. Devo a ele a sugestão que marca a virada do blog, a idéia de escrever cartas.

De lá pra cá, e faz pouquíssimo tempo, muita gente vem visitar estes textos. A maior parte, sem deixar comentários. E aí, eu fico me perguntando quem passa por aqui, quais seus interesses, o que está “pegando”. Converso muito sobre isso com meus amigos próximos.

Quando pinta um comentário é uma delícia! Pra falar a verdade ainda nem sei muito bem como responder.

Mas o pedido que a Monica fez hoje, a partir do texto do Cazuza, quebrou minha cintura.

 

Poemas aparecem na vida da gente. Uns caem no nosso colo. Outros custam a aparecer. Alguns a gente jamais encontra. A maior parte deles acontece na base do suor, mesmo! Em quantos momentos precisamos tanto dele… O poema.

Tem, sim, Mônica, como eu fazer um poema pra você. 

E obrigado pelo que você fez pra mim!

criado por ciadaobesidade    0:00 — Arquivado em: Sem categoria

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