Crônicas de Celso Cruz

Um blog dedicado a textos, crônicas e poesias de Celso Cruz.

29.3.08

Goteira

 

A goteira começou na quinta,

depois  que você foi embora.

Botei um balde no banheiro.

A teia no teto aumentava.

Derramei litros de sujeira

no ralo da lavanderia.

Sonhei que uma enxurrada

lavava meu desatino.

Pingo marcando compasso

no balde do meu banheiro.

Buda alcançou o Nirvana

morrendo na correnteza.

Bepois que você foi embora,

ninguém fechou a ferida.

 

criado por ciadaobesidade    21:13 — Arquivado em: Sem categoria

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