Crônicas de Celso Cruz

Um blog dedicado a textos, crônicas e poesias de Celso Cruz.

5.3.08

Amizade

 

 1.

 

Na balada da escola a mina do segundo B pagou boquete pra sete carinhas. Fez uma fila no elevador e cada um que descia dava lugar pra outro que subia. A galera era bem unida e ninguém ligou que lá pela terceira ou quarta chupada no cuspe da mina já tinha pau e pentelho e porra de tudo os mano. Tiraram a ordem jogando dedos. Com puta, vai saber que pau que veio antes de você. Ali, não.

 

2.

Não sei se foi a tequila, não sei se foi a Jurupinga, não sei se foi a caipiroska, não sei se foi a cerveja. Sei que não queria ficar com toooodos, sei que com uns três eu até queria, sei que com um eu queria meeeesmo. Sete é meu número da sorte. Eu gorfei foi depois. Deve ter sido a tequila.

 

3.

 

Nunca ninguém tinha me chupado. Eu queria muito que alguém me chupasse. Hoje eu não queria. Mas os caras queriam. Iam me chamar de bicha se não fosse. Fui primeiro. Sempre dei sorte em dedos.

 

                        http://soasgordassaofelizes.zip.net/index.html

 

 

 

criado por ciadaobesidade    19:11 — Arquivado em: Sem categoria

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