31.10.07
Sempre amei cadeiras
Sempre amei cadeiras
Abrir mão do trabalho, do dinheiro, da família, dos investimentos, dos afetos, das expectativas, dos livros, das fotos, das tralhas, do travesseiro, do álcool, do café, dos doces, do sexo, da arte, do lazer, da saúde, da religião, do partido, do time, da marca, da memória. Pronto. Com essas mãos vazias, vai e apresenta o teu teatro para a meia dúzia de gatos pingados que rangem nas cadeiras da platéia insaciável.


criado por ciadaobesidade
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